Tecnologia e crianças

29 de Janeiro de 2018

Tablet, smartphone, televisão, computador….

O que fazer no mundo de hoje quando se tem crianças e uma vasta opção de artefatos tecnológicos? Provavelmente você já parou para pensar sobre isso.
Proíbo? Permito?

Muitos pais me questionam sobre o uso da tecnologia. Para tranquilizá-los, já inicio falando: não há motivo para proibição. Se bem utilizados, podem ser aliados da família . E não podemos desconsiderar o fato de que hoje, estamos imersos nessa imensidão tecnológica. A palavra chave para o uso é a consciência. Importante entender que a tecnologia jamais substituirá o contato humano, o afago, os passeios, piqueniques, caminhadas no parque, tarde de sorvete e por aí vai. Mas, não podemos fechar os olhos para a realidade, existem diversos sites de entretenimento infantil que estimulam a memória, a criatividade e a coordenação motora. Importante sabermos dosar. Quem nunca colocou um clipe colorido para o bebê assistir, enquanto almoça que atire a primeira pedra? (rs!) O que os pais devem se atentar na hora de liberar o uso dos recursos tecnológicos:

– Programação deve ser adequada à faixa etária. E aqui vale o alerta para os filmes: antes de liberar, importante ler a sinopse e ver o trailer. Alguns filmes são mal classificados;

– O acesso à internet deve ser monitorado e controlado. Há alguns recursos que os pais podem utilizar: bloquear o acesso a sites “perigosos”, relatórios de visualizações dos sites e o principal: a boa conversa. E sempre, sempre estar por perto para verificar o conteúdo.

– Alguns jogos podem parecer inofensivos, mas, é sempre importante entender o objetivo deles. Alguns jogos on-line têm famosos chats. Orientamos que desabilite esta função quando a criança estiver jogando.

– A quantidade de horas para o uso . Não há um consenso, mas, em via de regra estabelece-se a seguinte quantidade de horas:

0 a 3 anos: 1 hora por dia
3 a 6 anos: 1 hora e meia por dia
6 a 9 anos: 2 horas por dia
9 em diante: 3 horas por dia.

Atentem-se que essas horas podem ser intercaladas ou seguidas.

Aplicativos e Redes Sociais: cuidado redobrado

Quando falamos em aplicativos como WhatsApp, por exemplo, o ideal é que se adie ao máximo a inclusão da criança. Importante que a criança não se relacione com o aplicativo com tanta frequência. Criança deve brincar, correr, se sujar. Após o período da alfabetização, tem se tornado muito comum que os pais
insiram seus filhos no mundo dos aplicativos. Caso seja o seu caso, o ideal é que a criança utilize o smartphone dos pais. Não há necessidade de presentear uma criança de 6/7 anos com celular. Caso seja inevitável, a sugestão é de que o uso seja totalmente controlado e monitorado. Importante que o celular seja, constantemente, monitorado pelos pais e não se deve deixar a criança entrar em qualquer grupo de WhatsApp. Legal sempre conversar com a criança e explicar sobre os perigos. Existentes no mundo virtual.

Quanto às Redes Sociais como o Facebook: a partir do momento que a criança tem um perfil, é importante que os pais tenham acesso a senha. Criança não precisa de privacidade, precisa de cuidado. Orientar a recusar convites de estranhos e observar quais são os grupos que a criança está participando também faz parte dos cuidados básicos para a segurança.

E qual é a idade certa para entrar em Redes Sociais?

Não há idade certa. O interessante é tentar, ao máximo adiar o acesso.

Entretanto, a partir do momento em que a criança faz parte das Rede Sociais, é obrigação dos pais, o controle. Este controle deve ser feito constantemente e a criança deve ter ciência dele. Os pais devem falar abertamente com os filhos sobre o risco das redes sociais.
A partir dos 12 anos, vale a máxima: orientar e controlar “de longe”. Nessa idade, a criança já necessita de um pouco mais de espaço. Mas isso não é sinônimo de deixar solto não. Muito pelo contrário: os riscos podem aumentar, então, a atenção dos pais deve ser redobrada. O diálogo deve ser aberto e a criança deve ter ciência dos limites.

Para finalizar: como em tudo na vida, o importante é saber utilizar e dosar. Nada de proibir, mas jamais deixar correr solto. A tecnologia traz muitos benefícios e basta que saibamos controlá-la e não sermos controlados por ela. Fácil, não é. Mas quem disse que seria, né? #Tamojunto!

Caso deseje que este assunto seja palestra em sua escola, entre em contato comigo: fbclffaria@gmail.com https://www.facebook.com/FernandaLimaprofessora/

 

 

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