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Nas edições anteriores, aprendemos “como o cérebro aprende” e “a influência da afetividade no processo de aprendizagem”, mas você já parou para pensar no que acontece em seu cérebro quando você aprecia ou cria uma arte e qual a importância dela para o seu cérebro?

Vamos mergulhar hoje na busca deste conhecimento e aprendermos mais sobre o mundo maravilhoso do processo criativo!!!

Você sabia que ao observarmos uma produção artística, a nossa mente é ativada para estruturar a forma e promover a compreensão das informações que nos alcança ou percebemos? Pois é, isto é um fato e ocorre pela competência natural que o cérebro tem para organizar os aspectos e paradigmas, que promove a construção e captação do sentido e significado daquilo que se ouvi, vê e senti.

É irrefutável que a arte influencia consideravelmente as pessoas, de forma superficial ou não, independentemente de sua condição social. Do mesmo modo é inegável, também, perceber que ela exerce uma influência impactante, como estímulo de atração da memória para a dimensão da consciência.

Não entendeu nada? Então reflita comigo: Ao ouvirmos uma canção, nossas emoções, lembranças ou senso crítico, inconscientemente são ativados. Manifestamos reações de apreço ou simplesmente repudiamos, recordamos ou construímos ideias, reformulamos opiniões ou simplesmente aprendemos algo novo. Os sentimentos, as reações e os comportamentos em cada um, ainda que distintos, causam uma efetiva incorrência exterior ou interior.

Seja uma música, um livro, quadro, retrato ou vídeo, uma simples maquiagem, figurino, lettering ou decoração de festa, a arte nos move no tempo, no espaço e no íntimo, produzindo um efeito bilateral irrefutável. Isto acontece porque o cérebro está condicionado a sempre conectar familiaridade naquilo que se vê, ouvi ou senti, pautado nos padrões já obtidos e compartilhado, ainda que não se tenha a percepção do completo.

Além de o cérebro possuir sua faculdade de organizar estruturas de uma maneira que faça um completo sentido e aprender através da vivência; bioquimicamente, independentemente de sua capacidade, ele também ativa um aumento do fluxo sanguíneo quando se conecta a uma arte e opera a dinâmica de hormônios do bem-estar, pela simples apreciação em uma breve conexão visual.

Recém descobertos, o cérebro dispõe de “neurônios-espelhos”(neurotransmissores localizados no córtex pré-motor. Região esta associada a movimentos e percepções), que são ativados pela simples observação de ações dos outros. Esta percepção visual inicia uma espécie de simulação ou duplicação interna dos atos de outros, que a transforma em emoções reais (o que chamamos de cognição incorporada). Ou seja, quanto mais apreciarmos uma arte, mais informações serão traduzidas ao cérebro e como consequência, isto será transformado em sensações, emoções humanas, empatia e reações em cadeia.

Em análise do mapeamento cerebral coordenado pela University College London, pesquisadores identificaram que a mesma parte do cérebro que fica excitada quando você se apaixona por alguém ou usa drogas, é estimulada quando você observa grandes obras de arte ou imagens de grande beleza. Desta forma, eles concluíram que experenciando as vivências artísticas, o cérebro impulsiona o aumento relevante de substâncias químicas, como a dopamina, que é um importante neurotransmissor que atua como um mensageiro químico (levando a informação de um neurônio para uma célula receptora) e é indispensável para a atividade normal do cérebro, o pleno funcionamento da cognição, do sistema de recompensa, do controle motor e por evocar sentimentos agradáveis ao cérebro (humor, prazer, etc.). Sua ausência, por exemplo, provoca a doença de Parkinson.

Se esta simples evidência justifica e demonstra a importância da arte e o tipo de impacto que ela causa no cérebro, ela também respalda o quanto o envolvimento no processo criativo (mesmo sem expectativa, técnica ou autoexigência – que é a melhor forma de aproveitá-la completamente), exerce uma influência muito mais impressionante e significativa, para a revitalização, conectividade funcional (conexão, vínculo, junção útil) do cérebro, melhor ativação do córtex visual (parte do cérebro que possibilita o exercício e formação da memória visual  e processa a informação que chega da retina de uma pessoa) e consequentemente na ressignificação das relações consigo, com todos e com tudo.

Criar arte, assim como o exercício para o corpo, é essencial para auxiliar a mente no processo de ativação e tonificação das janelas que estimulam as atividades cognitivas; aumentar a oxigenação do cérebro; melhorar o humor e a lucidez; auxiliar no processo de controle emocional, ansiedade, depressão, expressão de sentimentos, soluções e alívio de tensões e stress pós-traumático; nutrir as relações interpessoais; fortalecer a autoestima e autoconfiança; tonificar a musculatura e funções psicomotoras; estimular o foco; desenvolver habilidade, competências e inteligência múltiplas; promover o autoconhecimento e a ampliação da consciência física e mental; auxiliar no processo de recuperação de doenças físicas, como câncer, demência ou mal de Alzheimer; e possibilitar que o indivíduo ressignifique a própria vida cognitiva, afetiva e organicamente, desde a fase mais tenra da vida a longeva.

“ART TO EXPLORE, LEARN, GROW AND LIVE…  ALL THE TIME”

“ARTE PARA EXPLORAR, APRENDER, CRESCER E VIVER… EM TODO TEMPO!”