Metódo ISR – ensino de habilidades de auto-salvamento aquático

23 de Fevereiro de 2018

Uma coisa que sempre me preocupou em relação à infância são acidentes que envolvam água! Enzo desde os três meses de idade fazia aulas de natação, que  sempre foram mais atividades de recreação envolvendo pais e filhos do que aprender a nadar propriamente dito. Na verdade as aulas eram um perrrengue danado (heeheheh, mas eu gostava) roupa de banho, água às vezes fria, todos na água, na hora de sair aquela confusão, sempre tendo que ter um terceiro para auxiliar, seja a vovó, a professora ou o colega da turma.

Enzo quando usava a boia Pudler Jumper

Enzo até os dois anos já tinha caído algumas vezes na piscina. Nossa, mas que mãe descuidada alguns podem pensar? No entanto vou contar para vocês que não foi isso, uma vez no aniversário do meu sogro, ele caiu, na verdade se jogou, eu falei Enzo não pula, Enzo não pula! Enfim, mesma coisa que nada. Como mais cedo ele estava na piscina usando aquelas boias pudller jumper (que são legais, mas são uma armadilha que descobri depois), achou que estava seguro e pulou. Gente, não sei se já viram uma criança caindo na piscina, elas simplesmente afundam, sem barulho, sem alarde, sem nada, se você não estiver atento uma tragédia pode acontecer!  Eu estava ao lado, um amigo viu e como ele sabia que o Enzo fazia natação olhou e ficou esperando. Ai eu falei: “Tem que pular, ele não volta, ele não sabe nadar!”. Ai ele pulou, de roupa, celular, carteira e pegou o Enzo e #salvou meu look, minha escova 🙂 !!!!! Esse foi um dos casos, outro foi tomando banho com o primo maior, pulou no fundo achando que era grande também, eu avisei de novo e nada de novo e dessa vez eu fui pegar! Nessa epóca estava tão quente que fiquei um pouquinho no sol e minha roupa secou! Pergunta se alguém viu? Ninguém!

O método ISR sempre me despertou curiosidade e o interesse que meu filho o fizesse. E no fim do ano passado fiz  sua matrícula. Para fazer, primeiro acontece uma reunião que eu indico que os dois responsáveis pela criança estejam presentes. O instrutor, Alexandre Paiva, explica todo o método além de tecer considerações relevantes sobre os métodos tradicionais de natação, uso de boias, o choro, futuros comportamentos da criança e por ai vai. Primeiro ponto que ele deixa bem claro, é que jamais uma criança deve ficar em uma piscina sem supervisão de um adulto, mesmo tendo feito o treinamento e que toda piscina deve ter uma barreira física (lá em casa temos lona). Então, sempre deixe um responsável por supervisionar as crianças na piscina, sempre!

Primeiro dia de aula com o Instrutor Alexandre

Para começar o treinamento, tem que preencher uns formulários da gringa, que não tem muito segredo e pagar uma taxa de US$ 50,00 (cinquenta doláres) ai se a criança tiver condições normais de saúde pode iniciar. Enzo começou no início de novembro e finalizou no carnaval ( não foi direto, se tivesse ido direto teríamos terminado em dezembro mesmo). Vou listar aqui os pontos favoráveis do método:

  • aulas rápidas;
  • criança entra sozinha na piscina (OBAAA!);
  • aprendizado rápido;
  • paciência e atenção do instrutor
  • ótimo custoXbenefício  e
  • resultados efetivos

Agora os pontos negativos:

  • aulas dependem das condições climáticas;
  • aulas diárias (tem hora que cansa!);
  • e para alguns a distância do local das aulas (isso não foi um problema para nós!).

O que eu achei fantástico, é que hoje a relação do Enzo com água é outra. Ele não é mais afoito, não chega se jogando na piscina, ele entendeu que precisa de limites. Ele aprendeu a nadar e a boiar com apenas 3 anos e eu confesso que fiquei muito orgulhosa do desempenho dele, o professor sempre o elogiou bastante. Os pontos negativos que eu listei são facilmente superados, apesar das aulas serem diárias, elas não são para sempre, mas sim por um curto período de tempo que varia de 6 a 8 semanas dependendo do aluno, o local da aula não é coberto, então em períodos de chuva e frio, não tem como ter aulas e para alguns pode ser que seja longe o local das aulas já que fica ali no final do Lago Sul.

Aprendendo a boiar

Nas férias do fim de ano já não usou mais boia, no entanto sempre na piscina com supervisão

 

Enfim, Enzo está nadando, e com certeza esse foi um dos principais investimentos que fizemos para ele nesse fim de ano e início de 2018. Recomendo de olhos fechados o método, o instrutor Alexandre tem muita paciência com as crianças e considero que até um dom para fazer o que ele faz. A missão da ISR é  “ Que nenhuma criança jamais se afogue” e estamos aqui compartilhando com vocês nossa experiência, afinal nenhum pai ou mãe merece a dor de perder um filho de maneira tão trágica.

Hoje estou bem mais tranquila com o Enzo em relação a piscina, mas sempre de olho! Esse método é ideal também para quem tem mais de um filho, afinal o ditado “criança cega a gente” está mais que certo, e cuidar de mais de uma criança na piscina é mais complicado, o método te dá certa tranquilidade!

Quer saber mais informações? Só acessar o site www.isrbrasilia.com lá tem todas informações e um canal para falar com o Alexandre. Ah, e se fizerem diga que viu por aqui, no Cultura Kids, e nos diga depois como foi!! #ckindica

Beijos, Lud

 

 

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