Introdução alimentar e suas perspectivas

20 de novembro de 2017

Ainda na gestação, o bebe faz uma reserva de ferro que irá do dia do seu nascimento até o sexto mês de vida. Devido a isso, a introdução alimentar deverá ser feita ao sexto mês, para que a fonte de ferro venha da alimentação e a criança não entre em estado de anemia. Ao sexto mês também a criança começa a perder a protusão da língua, e aos poucos vai aprendendo a engolir o alimento (em vez de expulsa-lo para fora) e a deglutisão (mastigar e engolir).

No início é importante o olho no olho, explicar para a criança que virá uma fase nova (muita conversa), fazer com que ela se sinta segura, nunca colocar a comida na boca qd estiver chorando (primeiro acalmá-la) e respeitar o estímulo de fome e saciedade. O bebê tem uma capacidade gástrica de aproximadamente 30 a 40 ml/kg de peso (o que significa 2 colheres de sopa), então não o force a comer, e sim estimule-o. O ideal é promover o esvaziamento gástrico para melhorar a aceitação do alimento, no mínimo 2 horas antes de cada refeição não oferecer nem leite e nem outro alimento. Quando houver recusa, espere 40 min e depois tente novamente. Se a criança recusar e imediatamente vc oferecer o leite ou outro alimento, ela aprenderá esse comportamento (observação por repetição). As crianças não nascem com maus hábitos.

Desde o primeiro dia de IA (introdução alimentar), o bebê já tem que tomar água. A ingestão hídrica é de fundamental importância para carrear as fibras e auxiliar no funcionamento intestinal e para que não haja uma sobrecarga renal (bebês tem uma filtração glomerular muito imatura). A recomendação diária é de 10 a 30 ml/kg de peso ao dia, tem que ser água mesmo, não vale substituir por outros líquidos (lembrando que sucos são permitidos após 1 ano).

Nunca liquidificar e nem peneirar os alimentos, isso faz com que as fibras sejam perdidas, aumentando muito o índice glicêmico (velocidade de glicose no sangue). Então, é fundamental que a consistência seja pastosa desde o inicio. Uma consistência pastosa auxilia musculatura facial, melhorando dentição, fala e pega de pinça. Deixe o bebê pegar no alimento, explorar, conhecer textura, sabor e cor, isso é realizar uma educação nutricional.

Não oferecer as refeições na frente de eletrônicos ou similares. Não oferecer líquidos junto às refeições. Se o bebê recusar um alimento, a oferta deverá ser repetida no mínimo 10 vezes.

Pais relaxados e ambiente tranqüilo promovem a auto confiança da criança, que obtém o prazer natural em se alimentar-se.

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