Como o cérebro aprende?

2 de Fevereiro de 2019

Volta às aulas, início para outros, e nada como introduzir na primeira publicação da coluna “Arte & Aprendizagem”, um pouco mais sobre como o cérebro aprende, de acordo com a neurociência.

Compreender como o cérebro humano aprende, como os processos intelectivos acontecem e como os mecanismos cerebrais captam e guardam o conhecimento é fundamental para quem deseja desenvolver uma aprendizagem significativa na vida de seu filho. Não menos importante, essencial também é saber que para aprender é necessário ensinar e ensinar requer a compreensão de como fazê-lo, para uma plena acomodação do conhecimento que é ensinado.

Experenciar com êxito o processo de ensino aprendizagem de quaisquer ordem ou ciência, requer que esta vivência seja profundamente comprometida com a percepção de sua aplicabilidade (saber o proveito, serventia e utilidade daquele assunto que é estudado); com a presença de referência e mediação (modelo e elo); e com o prazer da conquista deste conhecimento, produzido pelo próprio aprendiz (experiência produzida pela vivência, protagonismo e autonomia do educando).

Estabelecer conexão emocional desde a fase mais tenra da vida da criança; empenhar entusiasmo; valorizar os insights e descobertas; gerar estímulos para o desenvolvimento de inteligências e criatividade; criar um ambiente favorável para isto; respeitar a individualidade; resignificar a própria percepção de aprendizagem; e ser design de experiência da aprendizagem, é trivial para que a aprendizagem seja assimilada e o pleno desenvolvimento humano da criança, em suas múltiplas dimensões, sistematizado e edificado.

O cérebro possui uma forma de aprender própria (desde o período intrauterino) que sempre é motivado por estímulos externos processados através dos sentidos (um cheiro, um toque, um olhar, uma voz, etc). Alguns destes estímulos chamam a atenção, de maneira que são selecionados e armazenados dentro da memória de trabalho (local de depósito das informações conscientes presentes) e estes, por sua vez, são conectados com as informações acomodadas na memória de longo prazo (parte do cérebro que controla as ações e pensamentos, arquiva memórias e viabiliza a análise sensorial), quando o raciocínio é ativado. Com a repetição destes estímulos, as conexões cerebrais se fortalecem, a informação recém retida é transformada em um conhecimento (algo aprendido) e novas janelas para a expansão do conhecimento (novas aprendizagens, habilidades e competências) são abertas.

Portanto, acredite: O aprendiz já está aprendendo na informalidade de cada experiência de sua vida, sempre quando vê, ouve, faz, sente ou fala algo! Creia! A aprendizagem acontece na vivência, no tempo e no jeito do seu filho. Respeite sua subjetividade, estimule-o e não subestime seu processo! Criança aprende o que vive e vive aprendendo.

 

 

 

 

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